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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

ROI QUEIMADO

( Portugal  )

 

Trovador português, ativo em meados do século XIII. A sua linhagem, certamente da pequena nobreza, está documentada (nas Inquirições de Afonso III) na região da bacia do rio Vez, afluente do Lima, havendo igualmente notícia da criação do trovador na localidade de S. Salvador de Sabadim (Valdevez)1. Se o Petro Martini Queimado, referido nessas mesmas Inquirições, era seu irmão, o seu patronímico poderia ser Martins (Rui Martins Queimado).

As suas cantigas satíricas, versando temas e personagens igualmente satirizados por autores do círculo de Afonso X, parecem indicar que esteve em Castela na década de 1240, eventualmente acompanhando os Sousa, num percurso talvez semelhante ao de João Garcia de Guilhade. Desconhecemos, no entanto, os dados concretos deste percurso, bem como da sua biografia.

 

VIEIRA, Yara Frateschi.   POESIA MEDIEVAL. LITERATURA PORTUGUESA.   São Paulo: Global, 1987.  208 p.  (Coleção literatura em perspectiva.  Série Portuguesa)        Ex. bibl. Antonio Miranda

 

        [17]  Nuestro Senhor Deus e por que neguei
a mia senhor, quando a eu veer
podia e lhi podera dizer
muitas coitas que por ela levei?
Ca ja eu tal temp´houv´! e atendi
outro melhor? e aquele perdi!
E outro tal nunca ja cobrarei!

Ca ja eu tal temp´houve que morei
u a podia eu mui bem veer,
e u a vi mui melhor parecer
de quantas donas vi nem veerei!
E pero nunca lh´ousei dizer rem
de quantas coitas levei, por gram bem
que lh´eu queria e quer´e querrei,

Mentr´eu viver! Mais ja non viverei
se non mui pouco, pois que a veer
eu nom poder, ca já nenhum prazer
de nulha cousa nunca prenderei;
ca nunca Deus quer que eu cuid´ em al
se non porque lhe non diss´ o gran mal
e a gram coita que por ela hei.

Mais a que sazom que m´eu acordei,
quando a non posso per rem veer,
nem quando non poss´i conselh´ haver!
Mais eu cativo, e que receei?
ca nom mi havia por end´ a matar,
ne ar havia peor a estar
d´ela do que m´hoj´estou, e o sei.

Mais de que podia peor estar,
pois eu non vej´ aquela que amar
sei mais de mim, nem quantas cousas sei?

 

        CA 129  (CBN  23)

 

*

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Página publicada em abril de 2023

 


 

 

 
 
 
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